Tribunal Penal Internacional diz que sanções dos EUA à sua presidente minam o Estado de direito e afirma que não recuará

O Tribunal Penal Internacional afirmou na terça-feira que as sanções dos EUA contra sua presidente, a juíza Tomoko Akane, e contra o advogado principal de julgamentos Abdoulaye Seye minam o Estado de direito e que a corte não se deixará intimidar. Segundo o tribunal, quando agentes judiciais são ameaçados por aplicar a lei, a própria ordem jurídica internacional fica em risco. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que os dois participaram de esforços para processar autoridades cujo governo não consentiu com a jurisdição do tribunal. As designações, adotadas com base na Ordem Executiva 14203, proíbem ambos de entrar nos Estados Unidos e de acessar seu sistema financeiro. Em novembro de 2024, o tribunal emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por causa da guerra em Gaza.
