Bélgica prende três pelo atentado à sinagoga de Liège ligado à Guarda Revolucionária do Irã
A polícia federal belga anunciou no domingo que três suspeitos foram detidos em conexão com a explosão de 9 de março diante da Synagogue de Liège, com um deles indiciado e dois aguardando indiciamento. As autoridades também prenderam outras quatro pessoas, posteriormente liberadas. Os suspeitos teriam agido mediante pagamento em nome de operadores não identificados ligados a Mohammad al-Saadi, operativo nascido no Irã que promotores dos EUA acusam de orquestrar ao menos 18 ataques antissemitas pela Europa em nome do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. O ministro do Interior belga, Bernard Quintin, classificou a explosão original como "um ato antissemita desprezível". O grupo islamista Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya, considerado ligado ao Irã, reivindicou a autoria de ataques a sinagogas e escolas judaicas em Liège, Amsterdã, Roterdã e Londres, ressaltando o alerta de longa data de Jerusalém de que o alcance do terror de Teerã se estende profundamente pela Europa.