Rússia veta projeto dos EUA sobre o Saara Ocidental; ambas as resoluções da ONU fracassam
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A Rússia vetou em 30 de outubro um projeto de resolução do Conselho de Segurança sobre o Saara Ocidental apresentado pelos Estados Unidos, e nenhuma das duas resoluções concorrentes foi aprovada. O Reino Unido afirmou que as votações sem resultado deixaram a missão da ONU conhecida como MINURSO diante do vencimento de seu mandato em 31 de outubro. O texto americano recebeu 11 votos a favor. A embaixadora britânica Sarah MacIntosh pediu aos membros do Conselho que não haviam apoiado a proposta americana que buscassem um acordo com base nela. Ela vinculou novos esforços à estabilidade regional e à situação de pessoas que passaram gerações em campos de refugiados. “Esta é a nossa responsabilidade compartilhada”, disse MacIntosh. O embaixador russo Vassily Nebenzia afirmou que Moscou se opôs ao projeto americano por considerar o texto unilateralmente favorável à proposta de autonomia do Marrocos. Disse que uma solução deve ser aceitável tanto para o Marrocos quanto para a Frente Polisário e preservar o direito do povo saaraui à autodeterminação. O Gabinete Real do Marrocos saudou a ausência de renovação da MINURSO e a apresentou como um avanço rumo ao encerramento do capítulo da ONU na disputa. Pediu que os funcionários e equipamentos da missão deixassem o território nos próximos dias, ao mesmo tempo que reafirmou o compromisso marroquino com o cessar-fogo. Essa era a posição do palácio, não um cronograma de retirada acordado pela ONU. A MINURSO foi criada em 1991 para apoiar propostas de solução e o cessar-fogo entre o Marrocos e a Frente Polisário. A missão afirma que as hostilidades foram retomadas em novembro de 2020. Seu trabalho declarado inclui monitorar atividades militares e a evolução da segurança, defender o fim das hostilidades, realizar ações contra minas e fornecer apoio logístico ao enviado pessoal do secretário-geral da ONU.
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